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11 maio 2016

CUIDADO COM A FUGA DA MÚSICA




"Uma fuga é uma peça de música inteiramente concebida em contraponto, e onde tudo se interliga, direta ou indiretamente, a um motivo inicial denominado sujeito; dessas ligações resulta a unidade da obra; a variedade é obtida por meio das modulações e das diversas combinações em cânone ou em imitação. As vozes parecem, então, se perseguir, ou fugir umas das outras, donde a etimologia da palavra: fuga (de "fugir"). (Lavignac, Albert. La musique et les musiciens. 11a ed. Paris: Delagrave, s.d. p.389)


J.S. Bach (1655 - 1750) foi um dos compositores que se dedicou às fugas. Suas músicas contrapontísticas figuram entre as mais belas artes concebidas pelo homem. Mas esta postagem não tratará das fugas maravilhosas de Bach, mas da fuga como um movimento da música em direção oposta ao músico. Isso é possível? Infelizmente, sim.


Tive o privilégio e a honra de tocar com muitos músicos bons. Aprendi e ainda aprendo muitas técnicas e dicas musicais com eles. De alguns me tornei “tiete”. Entretanto, quando minha mente saudosa recorre às “minhas primeiras notas ao violão”, lembro dos primeiros músicos que admirei e imitei muitas vezes. Sim, que sei de violão não aprendi de professores num curso formal. Mas isso se deu fortuitamente. Entre os meus 11 ou 12 anos de idade, eu não sabia da existência de bons professores em Manaus (infelizmente, não pude ser aluno do lendário Adelson Santos), mesmo assim me esforçava a olhar cada nota, pedir que eles cifrassem cada música (por incrível que pareça para alguns, na época não havia “crifranet” – talvez um grande bem?) e ouvir música de qualidade.


Lembro da admiração que nutria pelos músicos de minha igreja quando eu comecei a dedilhar as cordas de meu violão. Pedi-lhes algumas vezes que me ensinassem não apenas as músicas do cancioneiro da igreja mas também algumas introduções de violão que eu costumava ouvir nos Lps dos Vencedores por Cristo. Como eu fiquei feliz quando toquei a "introdução" de “Você pode ter” e “Presente século”, ambas do Lp “Tanto Amor”! E o que dizer da belíssima introdução de “A Roseira”, do Lp “De vento em Popa”? Muitos deles, pacientemente me ensinavam as posições dos dedos no braço do violão e meu sorriso se estendia à medida em que minha sonoridade se assemelhava à que estava tocando no Lp! Eu me imaginava como o próprio violonista que havia gravando no estúdio.


Infelizmente muitos desses meus heróis estão hoje divorciados da música. Alguns até sob a alegação de que se “aposentaram” porque tocar é coisa para os jovens. Pasmem! Num desses momentos de “aula” com um deles – talvez nesses ensaios de cânticos para o culto de domingo à noite – ouvi um sábio conselho de um deles: “Nunca abandone a música; se o fizer, ela o abandonará!” Infelizmente aquelas palavras se tornaram juízo sobre quem as disse. De fato a música se lançou em fuga para longe dele. E como esse amigo, me vem à memória o nome de muitos outros. Quase posso mencionar o nome deles. Parceiros de tantas cumplicidades musicais. Hoje só me resta lamentar por eles...

Agradeço a Deus pela música. Aliás, meu mano querido Stênio Marcius escreveu uma belíssima canção de gratidão à Deus pela música. Sempre faço dela minha oração. Músico ou cantor, como está o seu relacionamento com a música? Quanto ela está na sua vida? Quanto tempo tem dedicado ela? Que prazer você sente quando, por exemplo, o bojo do seu violão está pulsando em seu peito? De que maneira tem criado intimidade com a música? Não a subestime jamais! Ela sabe o quanto você a ama e o quanto tem se sacrificado por ela. Não permita que a rotina e outros afazeres o apartem da música. Não a abandone para que ela não fuja de você. Se for o caso, reconquiste-a novamente! Mantenha viva a chama do amor musical e agradeça a Deus todos os dias por esse dom!

Heleno Guedes Montenegro Filho

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24 junho 2013

Pastoral Sobre o Momento Crucial do País e a Participação da Igreja


Há algum tempo atrás eu ouvia as notícias matinais no rádio, quando uma, em especial causou meu espanto: o Projeto de Emenda à Constituição nº 37 (PEC-37) que retirava do Ministério Público a tarefa de investigar crimes (inclusive a corrupção) havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Vale ressaltar que José Genoíno, João Paulo Cunha e Paulo Maluf (todos já condenados por corrupção ativa) fazem parte dessa comissão. Então no mesmo dia comentei com minha esposa e perguntei: onde está o povo brasileiro que não sai às ruas para protestar uma calamidade dessas?
Enfim, o gigante acordou. A multidão está nas ruas, desde que o aumento nas tarifas de ônibus foi anunciado nas principais capitais dos estados do país. O aumento foi recuado, mas a multidão permanece nas ruas. Só há uma conclusão a tomar: não era pelos R$ 0,20. O aumento das tarifas foi só a gota d’água. As multidões estão revoltadas com a corrupção, com a má gestão do dinheiro público (a copa do mundo está orçada em R$ 33 bilhões, sendo que as três últimas copas juntas custaram menos que isso). A população percebeu que o mesmo dinheiro que foi investido na construção dos estádios poderia ter sido utilizado na saúde e na educação. Essas coisas eram prioritárias. Portanto, a terceira causa das manifestações é a falta de investimentos em educação e saúde.
Qual deve ser o envolvimento da igreja nessas questões? É lícito ao crente tomar parte em manifestações públicas como estas que estão ocorrendo pelo Brasil?
Os governos civis foram instituídos por Deus para reger manter a ordem e paz nas comunidades civis. Para isto, têm o poder do uso da espada (força), da cobrança de impostos para serviço da sociedade e o poder de legislar em prol do bem comum (Rm 13.1-7). A igreja deve então obedecer e respeitar as autoridades. No entanto, se o Estado exigir coisas contrárias à Palavra de Deus, os cristãos têm a obrigação de não obedecer, porque “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).
Também a igreja se relaciona com o Estado o âmbito da moralidade. Dessa forma, ela tem a tarefa de se posicionar claramente, como uma voz profética, caso o Estado não cumpra o que é devido e quando ele se desvia do padrão aceitável de moralidade. É o caso da corrupção, do descaso com as necessidades reais dos cidadãos, como saúde, educação e segurança. Quando o Estado pratica a impunidade, a violência é encorajada e o crime tolerado. Os resultados são terríveis.
A Igreja sempre se relacionou com o Estado em obediência devido ao seu temor a Deus, mas em alguns momentos de desonestidade, imoralidade e ditadura da iniquidade, ela se posicionou contrariamente e até lutou. Por exemplo, os huguenotes (calvinistas franceses) guerrearam dez vezes por sua fé na França; os calvinistas holandeses expulsaram com a força das armas os hereges invasores espanhóis; os puritanos ingleses decapitaram um rei por lesa patria – algo inédito na história – além de terem derrotado as tropas do rei (que impuseram a liturgia católica nas igrejas reformadas) no campo de batalha; os puritanos escoceses pegaram em armas para defender a liberdade de culto presbiteriana contra os anglicanos ingleses; e os presbiterianos estiveram na linha de frente da revolução americana, na época das treze colônias.
Eu creio que a igreja deve assumir algumas posições claras nesses tempos de crise. Contra a impunidade, a idolatria, a corrupção (que está ligada ao amor ao dinheiro – idolatria), contra a PEC 37, o PLC 122/2006 (que impõe superdireitos aos homossexuais) e a falta de investimentos em saúde, educação e segurança. Deve, no entanto, fazer isto com moderação e sobriedade, sem jamais apoiar o vandalismo e a violência. Deve também evitar achincalhar as autoridades civis, o que seria uma clara desobediência ao mandamento de Deus. Eu creio que Deus pode usar nosso patriotismo como uma causa secundária de sua providência para o bem de nossa nação. Mas não nos esqueçamos também de que as nossas armas são diferentes. Ouçamos as palavras de Paulo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador” (1Tm 2.1-3; cf. 1Pe 2.11-17). Vamos trabalhar, orar e jejuar: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7).
Que Deus abençoe a nossa nação!

Pr. Charles

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24 maio 2013

Música para Crianças


Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6
Heleno Guedes Montenegro Filho

Meu objetivo nesta primeira postagem sob esse título é dar algumas dicas e opções de boa música que possam servir de apoio aos pais na educação teológica e também musical de seus filhos.

No que se refere à preferência musical de maneira geral, os critérios dourados permanecem os mesmos: Fp. 4.8: Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. Digo isto com um alerta inicial: há músicas para criança no mercado “gospel” que não é adequada por não ter qualidade musical, bíblica e teológica. Abordarei mais sobre isto em outras postagens.

Por hora, quero iniciar destacando o excelente trabalho do projeto “Crianças Diante do Trono”, cujo primeiro produto foi lançado em 2002 com o mesmo título do projeto. Em 2003 foi lançado “Amigos de Deus”, 2004 “Quem é Jesus”, 2005 “Vamos compartilhar”, 2006 “A arca de Noé”, 2007 “Samuel” e mais recente, em 2012, “Davi”, todos lançados tanto em CD como em DVD. Naturalmente que os pais devem estar atentos à norma dourada que estabelece critérios para a avaliação de cada um desses trabalhos. No geral eu me arrisco a dizer que possuem bom conteúdo bíblico e aplicativo.

 “Davi”, a produção mais recente, é um excelente material sob vários aspectos: 1. Beleza das melodias; 2. Conteúdo bíblico; 3. Conteúdo teológico – destaco a clareza com que foi demonstrada a importante ligação de Davi com Jesus, falando deste como o “ta-ta-ta-ta-ta-raneto” do rei Davi; 4. Conteúdo aplicativo – quando Deus utiliza Davi, a partir das ferramentas que ele possui, para derrotar Golias e que desde pequeno o Senhor o estava preparando para ser um grande rei, através de experiências como a de matar um urso e um leão, frequentar o palácio de Saul etc; 5. Excelentes arranjos – possibilitando às crianças um contato com vários estilos musicais, principalmente brasileiros! Destaco alguns como exemplo:

1. “Marchinha” – um ritmo tipicamente brasileiro, usado na música “A Bíblia é a Palavra de Deus”:



2. “Forró” – outro ritmo brasileiro, utilizado na música com que tem uma pitada de humor: “Quem será o novo rei?”:



3. “Jazz” – Estilo refinado internacionalmente conhecido, presente na canção: “O seu dia vai chegar”:



Nas próximas postagens minhas estarei abordando um pouco mais sobre esse tema e indicando outras boas opções para pais e educadores de pequeninos.

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08 março 2013

“Eu não quero morrer. Por favor, não me deixe morrer.”



Estas foram as últimas palavras do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, segundo o chefe da Guarda Presidencial, general José Ornella. Nelas estão expressas a angústia de quem gostaria de permanecer vivo (e lutou bravamente por isto) e a realidade da impotência de domínio sobre o tempo de vida e o momento da morte. Não. Não se trata de uma crítica. Suas palavras nos ajudam a refletir um pouco sobre o que é capaz de atormentar o homem e sobre onde encontrar a cura definitiva para essa aflição.
Ao falar sobre a ansiedade e o tempo que gastamos por preservar a sua vida, Jesus Cristo afirmou em Mateus 6.27 – Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Isto é: não há como você aumentar o tempo de sua vida, por mais que deseje e possa até pagar por isto! O caminho pelo qual todos terão que passar é pela morte (a não ser os que estiverem vivos na segunda vinda de Cristo – 1 Coríntios 15:52).
A morte é tão dolorosa para os que ficam que Jesus, em seu estado de humilhação, chorou por seu amigo Lázaro (João 11:35). Mas naquele episódio de morte Jesus discorreu sobre a vida: João 11:25-26 –  Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? A ressurreição de Lázaro anunciou que aqueles que estão em Cristo não encontrarão a morte apenas e o fim da existência, mas a continuidade da vida!
Não gostamos de refletir sobre a morte. “Isto pode trazer mal agouro”, diriam alguns. Somos ensinados e treinados a viver intensamente como se fôssemos eternos em nossa existência. Mas basta uma leve suspeita de enfermidade para percebermos quão frágil é a existência do nosso ser. Por isto devemos viver e usufruir da vida que Deus nos dá (Eclesiastes 9:9-10 – Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.  10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.), sem esquecer dessa realidade: Eclesiastes 9:12 – Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles. Por mais perfeitos que sejam nossos planos e projetos de vida, não temos controle absoluto sobre eles.
Enquanto escrevo esta reflexão, minha cidade de Boa Vista (RR) encontra-se enlutada pela morte de um comunicador, publicitário e jornalista reconhecido pela seriedade com que exerceu a sua profissão. Wilson Barros, o “tio Wilson”, faleceu aos 47 anos vítima de um enfarto fulminante. E o pensamento se vai: um trabalhador honesto, pai de família, jovem... Mas a “calamidade” lhe caiu repentinamente, conforme Eclesiastes 9.12. Aos familiares, amigos e companheiros de trabalho, nossos sinceros sentimentos de pesar e que encontrem no Deus bendito o consolo por meio do seu Espírito Santo.
Não sabemos quando e não sabemos como a morte nos alcançará, mas de uma coisa podemos saber com certeza: João 5:24 – Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Quem está com a sua vida ancorada em Deus, reconhece o sacrifício de Cristo na cruz e está disposto a seguir seus passos encontrará o consolo que começa aqui e que se perpetuará:

Apocalipse 21:3-7
3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo:
Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles.
Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
4 E LHES ENXUGARÁ DOS OLHOS TODA LÁGRIMA, E A MORTE JÁ NÃO EXISTIRÁ, JÁ NÃO HAVERÁ LUTO, NEM PRANTO, NEM DOR, PORQUE AS PRIMEIRAS COISAS PASSARAM.
5 E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
6 Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.

7 O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.

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22 fevereiro 2013

RESPEITO, CRÍTICA, CONHECIMENTO, LIBERDADE DE EXPRESSÃO E EVANGELHO


A passagem da blogueira cubana Yoani Sánchez provocou várias manifestações no país. Por ser uma crítica do regime dos “irmãos Castro”, recebeu tanto apoio de simpatizantes quanto rejeição de opositores. Um episódio em particular chamou a minha atenção. Em um evento na Livraria Cultura da Avenida Paulista ela se viu cerceada de seu direito de expressão por manifestantes que discordam de suas críticas à falta de liberdade de expressão em seu país! Resultado: a entrevista teve de ser cancelada. Irônico, não?
Na internet, participo do facebook, onde não apenas interajo com amigos mas também tento influenciar por meio de opiniões que procuro alinhar com a Bíblia. Um dos temas que gosto de refletir e debater é sobre a “corrente musical gospel” da atualidade. Entretanto, é só discordar de um cantor famoso que se iniciam críticas do tipo: “Pare com isto! Quem julga é Deus!” Por trás disto ouço: “Respeite essa pessoa! Ela tem o direito de cantar e adorar como quer!” O primeiro sentimento que vem ao meu coração é: será que estou sendo desrespeitoso simplesmente por discordar de alguém? O que dá a um cantor  ou pregador famoso o direito de um fórum privilegiado isento de críticas?  Por que apenas esses teriam a liberdade de pregar, cantar e, enfim, se expressar e não eu? Infelizmente a  "liberdade moderna" tem tolhido a oportunidade de falar e de interagir, promovendo o empobrecimento e embrutecimento do conhecimento. Para a Igreja do Senhor Jesus, isto é fatal!
A Palavra de Deus nos informa a maneira de agir com liberdade, respeito, crítica e responsabilidade, destacando a importância disto tudo para a promoção da verdade (que liberta) e da glória de Deus:
1. Exercite seu senso crítico: 1 Pedro 4:7 – Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. Criterioso é alguém que revela possuir critério e juízo. Paulo, mesmo consciente de que suas palavras eram inspiradas por Deus, não usou disto para inibir a seus ouvintes: 1 Coríntios 10:15 Falo como a criteriosos;  julgai vós mesmos o que digo. E o que dizer dos irmãos de Beréia? Atos 17:11 – Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. E eles estavam submetendo ao crivo o que PAULO e SILAS estavam pregando, heim! Não. Não é proibido pensar.
2. Estabeleça como fundamento as Escrituras: Ainda é o texto de Atos 17:11 que nos ajuda aqui. Os bereanos foram mais nobres porque examinavam o que estava sendo pregado sob o crivo da Palavra. Note que eles não estavam criticando as intenções e os sentimentos de Paulo e Silas, mas o que eles pregavam! Desta forma, tanto o que se prega quanto o que se canta deve estar alinhado com as Escrituras. A intenção do cantor ou pregador (que é subjetiva) pode ser a melhor possível; mas o o que ele cantar, pregar, escrever deve refletir a genuína verdade da Palavra (que é objetiva). E nisto devemos estar atentos: 2 Pedro 2:1-3 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras... Pedro não apresenta isto como uma possibilidade, mas como uma realidade: “haverá”! E o falso ensino virá dissimuladamente, exatamente para enganar, seduzir e enfraquecer os que ignoram o senso crítico da Palavra.
3. Conheça o estilo de vida da pessoa: Ao tratar dos falsos profetas que se apresentam como ovelhas, mas que por dentro são lobos roubadores, Jesus alerta os seus discípulos: Mateus 7:20 – Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. É preciso ir além do que vemos. Ou, como se diz no popular, ir além dos fatos. É preciso sim, conhecer o testemunho, estilo de vida e compromisso do pregador e do cantor com o Senhor. No caso de cantores e músicos, há muita gente séria e comprometida com o Senhor, com a sua família e com a igreja, mas há gente que é apenas animador de auditório, cantor gospel e um showman travestido de crente.
4. Seja respeitoso sem abrir mão da verdade da Palavra: Devemos cuidar da maneira como nos expressamos para que, mesmo que venhamos a discordar de maneira veemente de alguém, não ofendamos a pessoa em si. Filipenses 2:3 – Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não estou amenizando. Meu interesse é que estimulemos um debate sadio para crescimento do Corpo de Cristo por meio da sua Palavra e não fechemos o tema num ataque pessoal. Atente que o debate que me refiro vem sempre a partir da Bíblia e não de achismos pessoais ou relativismos culturais.
5. Procure o entendimento da Palavra
Em alguns debates no facebook ouço críticas de pessoas que acusam aqueles que criticam uma música ou pregação de serem “os intelectuais”. Deixo claro aqui que não considero essa crítica ofensiva. Pelo contrário! O povo de Deus deve prezar pelo entendimento: Efésios 4:23 – e vos renoveis no espírito do vosso entendimento. Pedro também afirma: 1 Pedro 1:13 – Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios... Essa sobriedade da Palavra deve nos acompanhar em toda a nossa devoção a Deus: 1 Coríntios 14:15 – Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente. Parece que esse texto de Paulo tem sido esquecido ou ignorado nos últimos dias.
Que nestes dias tão difíceis possamos lembrar o compromisso que temos para com o nosso Deus de sermos luzeiros neste mundo (Fp. 2.15), atuando tanto contra as trevas do engano que conduzem as pessoas sem Deus no mundo, quanto contra as trevas do engano que seduzem muitos nos arraiais do povo do Senhor. Termino esta reflexão com este precioso ensino da Palavra:
Provérbios 2:1-6
Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, 2 para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, 3 e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, 4 se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, 5 então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. 6 Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.

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01 fevereiro 2013

De volta ao blog!

Estou de volta depois de uma confusão daquelas que o Blogger arrumou com meu login. Espero usar este espaço novamente para trazer algumas reflexões sobre a música na igreja e análises de letras do que é cantado por aí nas igrejas.

Abraço!

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27 dezembro 2012

CADA COISA EM SEU LUGAR



A música composta para homenagear


Não faz muito tempo que meu facebook “bombou” diante da opinião que emiti em relação a uma música que alguns alunos do CTMDT (Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono) compuseram em homenagem à cantora Ana Paula Valadão. A maneira como a melodia, harmonia e ritmo foram elaborados reproduziu fidedignamente os trejeitos das canções da homenageada. A letra da música afirma que a cantora havia sido escolhida por Deus para ser “a voz de Deus nesta nação” e “para as nações”, e que “esta geração” quer honrá-la pelo fato dela haver renunciado muita coisa para esse propósito. Não quero me ater (por hora) em interpretar o conteúdo da letra e o que estaria por trás das palavras. Minha intenção é refletir a partir de uma pergunta crítica que foi feita na ocasião da discussão: seria ilícito compor uma música em homenagem a alguém?

Não. Não é ilícito e nem pecaminoso compor uma música para homenagear um amigo, a mulher amada, a beleza da natureza ou lembrar um evento marcante. Uma das canções mais bonitas que homenageia a natureza e fala sobre a responsabilidade do homem com o planeta (que na teologia bíblica chamaríamos de “mandato cultural”) foi composta por Tom Jobim:

Forever Green
Let there be flowers
Let there be spring
We have few hours to save our dream
Let there be light
Let the bird sing
Let the forest be forever green
Little blue planet
In great need of care
Crystal clear streams
Lots of clean air
Let's save the Earth
What a wonderful thing
Let it be forever green

Imagine Mother Earth become a desert
A poison sea, a venomous lagoon
And life on Planet Earth be gone forever
And God will come and ask for planet blue
What to do
Where is the paradise
I've made for you
Where is the green
And where is the blue
Where is the house
I've made for you
Where is the forest and
Where is the sea
Where is the place good for you, good for me
Let's save the Earth
What a wonderful thing
Let the bird fly,
let the bird sing
(Let them sing Luisa)
Let it be forever evergreen
Para Sempre Verde
Deixe que haja flores
Deixe que haja uma primavera
Temos poucas horas para conservar nosso sonho
Deixe haver uma luz
Deixe os pássaros cantarem
Deixe a floresta ser para sempre verde
Pequeno planeta azul
Em grande necessidade de cuidado
Regatos cristalinos
Ar puro de cristal
Salvemos a terra
Que coisa maravilhosa
Deixem-na ser para sempre verde

Imagine a Mãe Terra transformada num deserto
Um mar de veneno, uma lagoa venenosa
E a vida no planeta terra extinta
E Deus vindo perguntar sobre o planeta azul
O que fazer?
“Onde está o paraíso que
Que eu fiz para vocês?
Onde está o verde?
E onde está o azul?
Onde está a casa que
Que eu fiz para vocês?
Onde está a floresta e
Onde está o mar?
Onde está o lugar bom para você, bom para mim?”
Salvemos a terra
Que coisa maravilhosa
Deixe os pássaros voarem,
Deixe os pássaros cantarem
(Deixe-os cantar, Luiza)
Deixe-a ser para sempre verde

Tudo bem, Tom Jobim foi um “compositor do mundo” (o que atesta a graça de Deus presente). Mas o que dizer da composição que Guilherme Kerr Neto para a sua esposa?Estações do Amor” é uma belíssima canção composta em louvor à mulher amada e gravada num CD gospel! Jorge Camargo, um dos autores da famosa canção de missões “De todas as Tribos”, compôs uma belíssima música baseada na vida e instruções de Francisco de Assis: “Fale de Amor”. Nada de errado, desde que se exaltem os atributos e feitos humanos sem confundi-los com os divinos.

Voltando à introdução desta reflexão, claro que o erro daquelas pessoas não estava na intenção em homenagear a Ana Paula Valadão. O problema foi que usaram um conteúdo teológico para honrar e exaltar as qualidades de uma pessoa numa “mistureba” perniciosa. Desta forma, a glória do Senhor foi maculada e a música expressou um hino em adoração à criatura, ferindo o primeiro mandamento. Basta ouvir de relance a composição para saber que algo está errado com ela.

Filpenses 4.8 nos instrui que: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Não é porque foi composta por um “autor gospel” que a música será boa. Tão pouco porque foi composta por um “autor secular” que a música será ruim. TUDO QUE FOR VERDADEIRO, RESPEITÁVEL, JUSTO, AMÁVEL, DE BOA FAMA, VIRTUOSO e LOUVÁVEL (ou seja, tudo o que não esteja em oposição às Escrituras) deve ser o que ocupe o nosso pensamento. Nossa mente deve estar ocupada por livros bons, músicas boas, boas conversações, bons programas de televisão e de tudo aquilo que não fira a santidade do Senhor. Não há necessidade de se ter o nome divino (ou selo de gravadora ou editora gospel) expresso e impresso para algo ser bom. Naturalmente que nem toda música boa é adequada ao culto. Mas toda música usada no culto deve ser boa em sua totalidade: "Entoai-lhe um novo cântico, tangei com arte e com júbilo." Sl 33:3. Que o Senhor nos dê o discernimento espiritual necessário para julgarmos todas as coisas à luz da sua Palavra.

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